Olá!
Bem, acabei de assistir o filme “Cartas para Julieta”(Letters to Juliet) e depois da alegria de saber que dessa vez a associação de tradutores brasileiros traduziu um nome de filme literalmente, me dispus a prestar atenção á historia.
Hollywoods á parte, o que me tocou foi o romantismo fofo da coisa. Eu sei que foi a intenção, mas me tocou. Sou romântica, oras! A verdade é que eu me identifiquei duas vezes no filme, o que é bem difícil acontecer. A primeira foi o fato de que o casal principal a principio não se darem bem e no fim estarem apaixonados um pelo outro; eu meio que vivi isso. É, só meio, por que diferente do que acontece no filme, não foi recíproco a parte do “estar apaixonado um pelo outro”. A segunda parte foi quando a moça termina com o noivo, mesmo ainda gostando dele. Porque gostar e amar são coisas diferentes. Você pode gostar de alguém e não amá-lo, mas se amamos, com certeza gostamos. Bem, digo que me identifiquei por que a passei por isso; o fato de ter que terminar um relacionamento por que mudei meu modo de pensar e ele ia de encontro com o modo de ser da outra pessoa. Sad.
Algo que me fascinou na coisa toda foi aquilo que alguns chamam de utopia, que é o amor puro e, até certo modo, inocente. Não digo inocente no sentido de infantil e sem nenhuma conotação sexual. Digo no sentido de que o amor veio primeiro entendem? Ok, vou explicar. O que eu acho que esta acontecendo muito, é que as pessoas deixaram de ser “lindas” para serem “gostosas”. A vontade de ficar junto virou vontade de transar, entendem? Pode parecer utópico da minha parte e eu tenho consciência disso, mas pessoalmente eu já me fartei de pessoas que dizem uma coisa quando seus olhos dizem outra. Por que o que tem de gente dizendo “te achei linda”, quando na verdade seus olhos dizem “tira a roupa, vadia”...Agarração, beijo na boca, sexo casual... isso me soa tão falso quanto os peitos da Ariadna. FATO. Por que se pode ser com amor, por que não ser?
Apenas isso. Beijos.